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Archive for the ‘Artigos’ Category

A Borboleta

Outubro, 9, 2008 dcedilson 2 comentários

Um homem, certo dia, viu surgir uma pequena abertura num casulo
por onde deveria sair uma borboleta.
Sentou-se perto do local onde o casulo se apoiava e ficou a observar
o que iria acontecer.
Mas logo lhe pareceu que ela havia parado, como se tivesse feito
todo o esforço possível e agora não conseguisse mais prosseguir.
Ele resolveu então ajudá-la: pegou uma tesoura e rompeu o restante
do casulo.
A borboleta pôde sair com toda a facilidade… mas seu corpo estava
murcho, além disso, era pequena e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observá-la porque esperava que, a qualquer
momento, as asas dela se abrissem.
Na verdade a borboleta passou o restante de sua vida rastejando
com um corpo murcho e asas encolhidas.
Nunca foi capaz de voar.
O que o homem não compreendia, era que o casulo apertado e o
esforço necessário à borboleta para passar através da pequena
abertura eram o modo pelo qual Deus fazia com que o fluido do
corpo daquele pequenino inseto circulasse até suas asas para que
ela ficasse pronta para voar.

Nós também passamos por provas enquanto estamos aqui pois se
tivéssemos uma vida sem problemas ou dificuldades estaríamos
condenados a ficar atrofiados, sem alçar vôo.
” Bem-aventurado é aquele que suporta, com perseverança,
a provação; porque, depois de ter sido aprovado,
receberá a coroa da vida”.

Fonte: IEAD – Ministério Água Viva

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A Cadeira

Outubro, 9, 2008 dcedilson Deixe um comentário

Um pastor foi chamado para orar por um doente.
Ao entrar no quarto onde ele estava, havia uma cadeira
ao lado da cama, o pastor se aproximou e disse:
” Sua filha me pediu que viesse aqui orar por você e creio
que esta cadeira vazia seja para mim. “
E o homem respondeu:
” Na verdade passei boa parte da minha vida sem saber
orar e não dava importância a isso, pensava que Deus
estava muito distante de mim.
Até que um dia um amigo me disse que orar é conversar
com Jesus, e sugeriu que eu sentasse em uma cadeira e
colocasse outra na minha frente crendo que Jesus estava ali
sentado e me ouvindo, pois Ele mesmo disse:
” Eu estarei sempre com vocês “
Desde então tenho feito isso e tem sido muito bom,
mas cuido para que ninguém veja e pense que estou louco.”
E o pastor disse que era muito bom o que ele estava fazendo
e que nunca deixasse de fazê-lo.
Em seguida orou com aquele homem e foi embora.
Alguns dias depois o pastor foi avisado pela filha daquele
senhor que ele havia falecido.
Porém ele estava com a cabeça encostada em uma cadeira
ao lado da sua cama quando morreu e a filha perguntou ao
pastor se ele sabia porque.
Emocionado o pastor enxugou as lágrimas e respondeu:
” Ele partiu nos braços do seu melhor amigo.”

Jesus está mais próximo de nós do que pensamos !
Tenha fé e fale com Deus, Ele te ouvirá !

Fonte: IEAD – Ministério Água Viva

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O Concerto de Sua Vida

Outubro, 9, 2008 dcedilson Deixe um comentário

Desejando encorajar o progresso de seu jovem filho na musica,
sua mãe o levou a um concerto de piano.
Depois de sentarem, a mãe viu uma amiga na platéia e foi até
ela para cumprimentá-la.
O pequeno menino se levantou do lugar onde estava e sua curiosidade
o levou a uma porta onde estava escrito ” PROÍBIDA A ENTRADA “.
O concerto estava prestes a começar, a mãe retornou ao seu lugar
e descobriu que seu filho não estava lá.
De repente, as cortinas se abriram e as luzes caíram sobre um lindo
piano no centro do palco e lá estava o menino sentado ao teclado
inocentemente catando as notas de ” uma musica infantil “.
Naquele momento, o grande pianista fez sua entrada, rapidamente
foi ao piano, e sussurrou no ouvido do menino:
” Não pare, continue tocando “.
Então, aquele pianista estendeu sua mão esquerda e começou a tocar.
Logo, colocou sua mão direita ao redor do menino e acrescentou um
belo acompanhamento.
Juntos, o velho mestre e o jovem garoto transformaram uma
situação embaraçosa em uma experiência maravilhosamente criativa.

É assim que as coisas são com Deus.
O que podemos conseguir por conta própria mal vale mencionar.
Fazemos o melhor possível, mas os resultados não são exatamente
como gostaríamos.
Mas, com as mãos de Deus, as obras de nossas vidas
verdadeiramente podem ser maravilhosas.
Quando você for realizar alguma coisa, ouça atentamente.
Você pode ouvir a voz do Mestre, sussurrando em seu ouvido dizendo:
” Não pare, continue tocando ! “.
E sinta os braços amorosos do Senhor ao seu redor,
tocando o concerto da sua vida.

Fonte: IEAD – Ministério Água Viva

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Futuro da Assembléia de Deus

Outubro, 6, 2008 dcedilson 1 comentário
Por: José Wellington Bezerra da Costa

Temos separado pouco tempo nos plenários convencionais para avaliar nosso desempenho, planejar estratégias, para implementar projetos arrojados, especialmente nas áreas de evangelismo e missões, que sempre foram nossas prioridades fundamentais, isto sem depreciar ou discriminar gerações ou métodos. As questões administrativas, ainda que necessárias, têm consumido exaustivamente nossos curtos espaços.

Para reflexionar sobre um estado futuro da Assembléia de Deus temos que ponderar alguns fatores responsáveis pelo crescimento das Assembléias de Deus no início. Isto não é uma apelação ao saudosismo, mas, tenho para mim, que não podemos pensar no futuro sem voltar os olhos para a história.

Fator decisivo

Antes de ponderar sobre a igreja como organismo precisamos pensar no homem que a gerencia, sob os cuidados divinos. Sem a presença humana, Deus teria que se utilizar de anjos para o pastoreio das ovelhas, aqui na terra. Este privilégio é nosso.

O primeiro fator determinante para o sucesso de qualquer igreja é a vida de consagração do obreiro. Consagrar, significa total dedicação ao Senhor e ao seu trabalho. Isto, sem reservas. Quando o obreiro cochila nessa área, todo o seu trabalho tende à rotina, à estagnação e, não poucas vezes, ao fracasso.

Um líder consagrado influencia toda a igreja, seus companheiros de ministério, familiares e, até, a cidade onde reside. Conseqüentemente, o descuido nessa área, produz um clima de indolência.

A recomendação de Paulo a Timóteo foi no sentido de que o seu exemplo fosse notório aos fiéis, em tudo: “sê o exemplo dos fiéis”, (1 Tm 4.12). O esforço que Timóteo fizesse para cumprir essa recomendação do apóstolo, não deveria ser uma imposição, como algo obrigatório, mas deveria ser motivado, acima de qualquer coisa, como uma entrega espontânea, incondicional, “afim de agradar àquele que o alistou para a guerra”. Agradar, aqui, é proporcionar alegria ao Senhor; é deixá-lo satisfeito com o que somos e o que fazemos. Vale a pena questionar se, de fato, o trabalho que realizamos é o melhor para o Senhor?

Quem não perdeu as rédeas da situação que se consagre ainda mais e, quem, por ventura, se embaraçou “com os negócios desta vida” (1 Tm 2,4), ainda há tempo para reconsagração.

Para o verdadeiro cristão é desnecessário enfatizar que a constante oração, o jejum e uma vida irrepreensível diante de Deus e do mundo são prioridades no processo de santificação, segundo a Bíblia. Ora, não foi esse o caminho dos apóstolos, dos heróis da fé (Hb 11), dos chamados “pais da igreja”, dos nossos pioneiros Gunnar Vingren e Daniel Berg?

Evangelização

A evangelização agressiva, ao estilo apostólico é necessária. Esse princípio foi praticado, na íntegra, pelos pioneiros. Daniel Berg, por exemplo, nas viagens pelo interior da Ilha do Marajó, no Pará, ainda sem saber se expressar com clareza na língua portuguesa, cada pessoa que encontrava, Daniel via uma alma perdida que precisava urgentemente de um salvador. Era como se fosse a última oportunidade daquela alma e, se ele, como pregador, não anunciasse as boas novas de salvação, o Senhor haveria de requerer responsabilidades, Ez 33.7-9.

Outro princípio, iniciado pelo apóstolo Paulo que bem assegura o desenvolvimento deste tema é encontrado em 1 Co 9.22, onde o apóstolo busca todos os métodos disponíveis ao seu alcance, e, até as alternativas que estavam além das suas possibilidades para salvar os seus ouvintes. É isso que sugere o texto: “fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns”.

A aplicação da estratégia de Paulo, para os nossos dias, pode-se resumir da seguinte maneira: todos os métodos pedagógicos, todos os meios de comunicação, todos os equipamentos tecnológicos disponíveis, investir todo o dinheiro, em todos os lugares, a qualquer hora, com todo o pessoal, com todas as forças, com todo ânimo, com todos os instrumentos e grupos musicais recomendáveis, etc.

Com o crescimento da igreja, até certo ponto inesperado, houve, também, um volume considerável de atividades administrativas que, em regra geral, consomem 80% do tempo do pastor. Com isso, a administração dos números assumiu posição de prioridade, enquanto que a evangelização passou a ser tarefa de um grupo isolado da igreja, geralmente chamado de “Departamento de Evangelismo”. Esse “Departamento” é que planeja e executa o evangelismo nos fins de semana, uma vez no mês, e, pasmem: algumas igrejas só tratam desse assunto durante os congressos de mocidade, anualmente (!).

O que deveria ser tarefa diária de todos os crentes, sob a liderança do pastor, passou a ser feita periodicamente, por uns poucos.

Discipulado

Ora, fazer discípulos é, exatamente, o tema central da Grande Comissão.

Fazer discípulos, não é simplesmente evangelizar como está sendo feito. É conduzir pessoas a um compromisso total com Deus, e acompanhá-las no processo de amadurecimento espiritual, até que estejam preparadas para repassar o que aprenderam. Se um novo discípulo não pode discipular outro, então o processo de discipulado estará incompleto.

Os números que dispomos de pessoas convertidas, durante as campanhas evangelísticas são expressivos, entretanto, o percentual dos que chegam ao batismo é muito reduzido, lamentavelmente. Se, pelo menos, 50% das pessoas que se convertem, permanecessem, conforme os números que são apresentados nos relatórios evangelísticos, é possível que mais da metade da população brasileira fosse membro das nossas igrejas.

Assim sendo, não podemos afirmar que somos bons evangelistas, pelo fato que o evangelismo completo é produzir um crente fiel a Deus, ou seja, conduzi-lo até ao batismo nas águas, pelo menos.

As estatísticas estão aí nos acusando, diante do Espírito Santo, que precisamos obedecer a Grande Comissão do Senhor Jesus Cristo.

Os gráficos elaborados pelo pastor Valdir Bícego, de saudosa memória, atestam a nossa ineficiência evangelística.

Missões

O nosso débito, diante de Deus, seria menor se a Grande Comissão de Jesus se resumisse somente no “fazer discípulos”. Mas a expressão se completa com outro quesito que, constantemente, aponta para nós e afirma que somos devedores: “Fazei discípulos de todas as nações”. Nações aqui não significa somente cada uma das 237 nações do mundo, mas cada povo que e distingue dos demais, em matéria de língua, cultura, sistema político, é uma “nação” do ponto de vista da Grande Comissão do Senhor. Logo, os grupos indígenas do Mato Grosso, do Amazonas, de Roraima, de Angola, Nova Guiné, etc., são as “nações” onde Jesus mandou que fizéssemos discípulos.

Há, pelo menos, cerca de 100 tribos indígenas no Brasil que não tem nenhum testemunho evangélico entre eles. Isto significa que há mais de 80 línguas que nada tem das Escrituras Sagradas, só no Brasil, onde vivemos. Além das outras 4.500 línguas espalhadas pelo mundo que necessitam de tradução das Escrituras Sagradas, acrescente-se ainda o desafio dos três maiores grupos religiosos do mundo (Islamismo, Hinduísmo e Budismo) que, juntos, somam 44,7% da população mundial. No ano 2000 essa população será de 2,4 bilhões de pessoas.

A nossa responsabilidade é grande.

O que aconteceu?

Todos são unânimes em reconhecer que a igreja do presente século não é mais o grande e poderoso organismo que abalou o mundo nos dias apostólicos. Aqueles que possuem algum envolvimento na obra de Deus estão convictos de que algo está faltando para o seu perfeito funcionamento. O nome de cristã é o mesmo, as características bíblicas são bem semelhantes, mas o vigor do início foi alterado. Algum enxerto prejudicou o crescimento da frondosa árvore plantada no deserto. As flores da primavera fazem-na bela, mas os frutos são mirrados, indignos para o título que possui.

Referencial necessário

A comparação da igreja do século XX com a igreja primitiva, aquela que brilhou nos “Atos dos Apóstolos”,  embora distante, sempre será necessária para não se perder o referencial. Alguns fatores que eram simplesmente considerados comuns naquela igreja são, atualmente, mencionados apenas nos discursos.

Dentre alguns fatores de destaque desta comparação, podemos citar a admissão dos novos membros; o amor entre os irmãos, a comunhão e o repartir do pão; a postura e dedicação dos ministros  à  oração e jejuns; os contínuos milagres e manifestações dos dons espirituais no dia a dia dos crentes;  o critério na separação de obreiros para o ministério; o tratamento implacável para com os hereges e o carinho com os fracos na fé;  o cuidado com os novos crentes; o posicionamento do cristão diante da sociedade contemporânea; a liturgia, etc., todavia, se nos aproximarmos um pouco mais para o século em que vivemos, surge um novo referencial. Refiro-me ao início das Assembléias de Deus no Brasil.

Creio que seria presunção da minha parte colocar a nossa igreja no mesmo nível daquele grupo de crentes mencionados no livro de Atos, ainda que haja uma série de acontecimentos que contribuem para pensar dessa maneira. Não podemos esquecer de outros movimentos com características semelhantes, no decorrer da história.

Esse referencial é mais próximo. O tempo, o espaço e fatores culturais são semelhantes. Embora as transformações sociais e econômicas ocorram com muita velocidade, ainda é válido partir da plataforma lançada no Pará, em 1911, para buscar nossa identidade como Igreja que aguarda o arrebatamento.

Mensagem simples

Olhando para  as páginas da História encontramos, com alegria, uma igreja que nasceu debaixo da graça e do poder de Deus. A poderosa mensagem pentecostal chegou ao Brasil por intermédio de dois missionários escandinavos, verdadeiros heróis na fé. Homens comuns que  assimilaram bem nossa cultura e modo de vida. Possuíam um único objetivo: obedecer a visão celestial recebida do Senhor. A mensagem que pregavam era simples, clara e objetiva: “Jesus Cristo salva, Jesus Cristo cura e Jesus Cristo batiza com o Espírito Santo”. De fato, esta mensagem cumpria-se literalmente. Pecadores eram salvos, pela graça do Senhor; as enfermidades não resistiam à palavra de autoridade que proferiam e os novos crentes eram batizados com o Espírito Santo e com fogo.

Pouco tempo, e as Assembléias de Deus tem alcançado uma posição de destaque no universo evangélico, não somente no Brasil, como no exterior. Somos conhecidos como a maior igreja pentecostal do mundo. Temos mantido, pela bondade de Deus,  um padrão de notável equilíbrio doutrinário,  espiritual e ético diante das autoridades e da sociedade brasileira. Durante esse período, nunca estivemos envolvidos em qualquer escândalo nacional,  porque diante das autoridades constituídas temos demonstrado o devido respeito e obediência, conforme prescreve os escritos sagrados em Romanos 13.1-7. Não que estejamos “tocando trombetas” diante das nossas obras, mas as evidências são palpáveis.

Preservamos como fundamental, o princípio homilético nos legado pelos pioneiros que “Jesus Cristo salva, cura e batiza com o Espírito Santo”. Não abrimos mão dessa prática, pois foi através dessa tricotomia  doutrinária que o Senhor proporcionou este maravilhoso crescimento que vemos hoje, em todo território nacional e exterior.

Por que inovar o que funcionou bem?

Precisamos de renovação espiritual e não inovações perigosas. Embora muito semelhantes, estas palavras impõe-nos profundas divergências no contexto pentecostal. Renovar é mudar para melhor ou melhorar em alguns aspectos, enquanto que inovar é abandonar o antigo, recomeçando de modo diferente.

No meio em que vivemos, presenciamos todos os dias inovações das mais diversas. Algumas, até razoáveis; outras, esquisitas, antibíblicas. Não podem suportar as intempéries do tempo, porque, geralmente, são movimentos baseados na presunção, na porfia.

Observamos esses fatos, apenas, para lembrar que não precisamos copiar ou importar costumes e métodos para manter a estabilidade que o Espírito Santo nos legou, até aqui.

A renovação que precisamos

Liturgias humanas passam. Não, porém, a liturgia dos cultos da igreja primitiva. Veja 1 Co 14.26. Doutrinas meramente humanas, logo cedem passagem para outras, recém descobertas. Não, porém, a doutrina dos apóstolos. Rejeitamos essas inovações. Expurguemo-la do nosso meio.

A renovação de que precisamos, não seria melhorar alguns aspectos ao que já funcionou, comprovadamente, no início? E esta nova geração de obreiros não é fruto disso? O número que dispomos de crentes, de templos, de obras sociais, de pastores, porventura não é a prova da eficácia do método de trabalho dos pioneiros? Podemos julgá-lo obsoleto?

Basta voltar a atenção para a Europa e América do Norte, celeiros de missionários e berços dos grandes avivamentos. Inovaram. Por isso tornaram-se grandes campos missionários. Mudaram o marco estabelecido pelos pioneiros (Pv 22.28). Permitiram a ingerência do deus deste século que, com astúcia, opinou nos negócios da Casa do Senhor, 1 Jo 2.15-17.

A renovação que precisamos, antes de quaisquer métodos ou estratégias, é o urgente retorno ao altar da oração, da busca da sabedoria e da fé, dons do Espírito, indispensáveis na execução das obras de Deus.

Da oração, porque orando tornamo-nos humildes diante de Deus; da sabedoria, porque ela é a mola mestra que norteia decisões; da fé, porque sem ela é impossível agradar a Deus.

O que fazer, então?

Urge uma tomada de posições. Sem evocar ou pender ao emocional, ao saudosismo ou megalomania (não temos tais costumes), reunimos agora, mais do que em quaisquer épocas passadas, todas as condições para retomar a dianteira como o maior avivamento da História da Igreja Cristã nos últimos séculos. Essa responsabilidade pesa aos nossos ombros.

É necessário, entretanto, que haja um retorno urgente aos métodos dos pioneiros: à simplicidade da mensagem, ao trabalho incansável de discipular os novos convertidos, à busca indispensável ao batismo com o Espírito Santo, à oração pelos enfermos, e, sobretudo, à vida cheia do Espírito. Sem esses requisitos básicos, seremos, apenas, um número a mais.

Todavia,  para que a igreja continue dentro dos padrões bíblicos, que o Espírito Santo tem estabelecido para cada um de nós, é imprescindível  observar o cuidado de somar o esforço, dedicação e inteligência dos obreiros mais jovens, com a sagrada experiência dos pastores mais idosos que expuseram suas vidas a perigos e necessidades inomináveis para, simplesmente, anunciar o evangelho de Cristo. Muitos deles até, sem qualquer método convencional ou conhecimento secular, souberam nos legar maravilhosas bênçãos que estão diante dos nossos olhos.

Creio que este momento é propício para rever, reavaliar e retomar (não que tenhamos perdido) a nossa real posição diante do mundo que espera uma igreja viva, atuante e cheia da graça do Senhor.

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Visão Geral

Setembro, 21, 2008 dcedilson 1 comentário

A Assembléia de Deus é, atualmente, a maior igreja evangélica do Brasil, e está fartamente disseminada por todos os Estados da Federação. Esse crescimento singular não se deve propriamente aos esforços dos seus membros (embora estes sejam esforçados), mas à ação direta do Espírito Santo de Deus. No espaço de 90 anos apenas, aconteceu esse milagre: o Brasil, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, encheu-se de pentecostais. Fenômeno igual não consta ter ocorrido em outros países no tempo presente.

A taxa de crescimento das Assembléias de Deus, desde o inicio deste movimento pentecostal, tem sido alta. Se essa taxa for conservada, chegará em breve o dia em que não mais se dirá que o Brasil é o maior país católico.

Milhares de “complexos de igrejas-mães” estão localizados em cidades principais, espalhadas por todo o Brasil. A essas igrejas-mães estão filiadas igrejas menores, congregações, e casas de oração.

As igrejas-mães são conhecidas pelo nome de ministérios e contam, cada uma, com milhares de crentes ativos. Cada congregação, muitas vezes organizada em local distante, é responsável apenas perante a igreja-mãe. Essa e uma das características das Assembléias de Deus que ajudam o seu extraordinário crescimento. É um processo que descentraliza a obra. Quando, porém, a congregação se desenvolve sobremaneira, desliga-se da igreja-mãe, e se torna ela mesma uma igreja-mãe que passa a orientar outras congregações menores. O fenômeno do crescimento se prende também ao método de trabalho, e às suas raízes, isto é, o fato de ser as Assembléias de Deus uma obra de fé. Durante o relato histórico, observamos que os obreiros partiam pela fé e pela fé abriam os novos trabalhos, que, também pela fé, prosperavam.

1. A obra social

As Assembléias de Deus recrutam ate o momento seus integrantes, da grande massa da população brasileira, das camadas inferiores do povo, embora, haja, também, muitos membros da classe media e alta. Entretanto, a igreja tem ajudado o povo, ensinando-o a ler, espalhando literatura, construindo bibliotecas comunitárias, jardins de infância, creches, orfanatos, asilos, casas para recuperação para toxicômanos, etc. Cada igreja-mãe supre as necessidades dos membros que dela fazem parte e das pessoas de sua comunidade, providenciando alimentos, casa, roupa, assistência médica. Alguns campos possuem sua própria policlínica ou mantém convênios. Possuem escolas e realizam, com eficiência, um multiministério abençoado por Deus, que cuida dos velhos e das crianças, dos estudantes e dos chefes de família, dos menores abandonados e das donas-de-casa.

2. Missões

Missões é a tarefa primordial e definitiva da Igreja do Senhor Jesus Cristo aqui na terra. Essa atividade da Igreja não cessará até que Ele venha. As Assembléias de Deus, bem no principio, encarou com seriedade essa tarefa. Somente dois anos se passaram, desde o inicio de suas atividades no Brasil, e o espírito missionário já fora despertado. Em 1913, Gunnar Vingren, pastor da Assembléia de Deus em Belém, sentiu que deveria falar a José Plácido da Costa sobre missões, isto é, sobre a necessidade de levar as boas novas a outras terras. Disse-lhe, então, num encontro: “Irmão Plácido, por que não vai pregar o Evangelho ao povo português?” Plácido não pode responder afirmativamente logo, mas compreendeu que Deus lhe falava e desejava que fosse anunciar o evangelho a outros povos.

Assim impulsionado pela chama missionária, no dia 4 de abril de 1913, através da novel igreja, José Plácido da Costa e família embarcaram no navio Hildebrand, no Pará, com destino a Portugal. Era a primeira demonstração viva e prática do espírito missionário da Assembléia de Deus.

Segundo o relato do missionário, o trabalho em Portugal foi estabelecido em maio do mesmo ano, sendo a mensagem pentecostal anunciada ao povo daquela nação.

Em 1921, também foi enviado para Portugal, José de Matos, que percorreu o país de Norte a Sul, estabelecendo contatos e fundando igrejas no Algarves e nas Beiras.

Em 1962, segundo o Mensageiro da Paz (02/10/52), foi enviado a Bolívia, pela igreja do Rio de Janeiro, o Pastor Euclides Vieira da Silva.

A Assembléia de Deus no Brasil continua enviando missionários para o exterior e, também, para o interior do país. Ela vem desenvolvendo um trabalho de incentivo a todos os cristãos que queiram servir a Cristo como mensageiros do seu Evangelho. O órgão orientador dos trabalhos missionários das Assembléias de Deus é a Secretaria Nacional de Missões, ligada à Convenção Geral. Essa secretaria tem como objetivo orientar as igrejas quanto ao envio e suporte aos seus missionários.

Atualmente, a Assembléia de Deus no Brasil mantém missionários em toda América Latina, América do Norte, e em vários países da África, Ásia, Oceania e Oriente Médio.

3. Educação Teológica

Recentemente, começou a se dar ênfase aos institutos bíblicos para o treinamento de ministros e líderes leigos, nas Assembléias de Deus do Brasil. Centenas dessas instituições estão espalhadas pelo país. Em cada Estado da federação há várias instituições de ensino teológico.

4. Relação com outras igrejas evangélicas

A atitude das Assembléias de Deus para com as outras igrejas evangélicas não pode ser de indiferença. Elas têm se colocado contra o Movimento Ecumênico e a Convenção Geral das assembléias de Deus, em 1963, declarou: “O ecumenismo, representado pelo Conselho ecumênico das Igrejas e pelo Concílio Vaticano tem uma tendência à apostasia. Uma comunhão de igrejas que ‘abertamente praticam o culto aos ídolos’ e que crêem na justificação pelas boas obras (igreja católica romana), que negam a divindade de Jesus Cristo ou seu nascimento virginal, a necessidade do novo nascimento, a ressurreição e o retorno de Cristo (Conselho Mundial de Igrejas), é uma coisa impossível para os pentecostais. Os protestantes do Conselho Mundial de Igrejas traíram aqueles que morreram como mártires pela causa da fé”.

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